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Contra-resposta/refutações[]

"Nada no mundo real pode ser provado com absoluta certeza." Bom, se isso é verdade, então o mundo real não pode ser considerado existente, pois se "nada no mundo real é possível de ser provado com absoluta certeza", sua existência também não é.

Tudo é possível de ser provado com total certeza se há uma fonte que conhece os dados em questão. Se temos que os pares XY e XX determinam se um indivíduo é do sexo masculino ou feminino, então basta ver-se qual que há em um indivíduo para se ter certeza do que ele é. Ou seja, se a base que dita a coisa afirma algo, este algo é inquestionável.

Lançado por: Momergil

Um tratamento por Filosofia da Ciência[]

A afirmação no texto:

"Nada no mundo real pode ser provado com absoluta certeza."

Réplica:

Bom, se isso é verdade, então o mundo real não pode ser considerado existente, pois se "nada no mundo real é possível de ser provado com absoluta certeza", sua existência também não é.

Tréplica por uma visão de Filosofia da Ciência:

Afirmação falsa: ...então o mundo real não pode ser considerado existente...

A existência das coisas do mundo independe de nossa apreensão pelos sentidos, e nossa observação do mundo é sempre ilusória. Um exemplo clássico em Filosofia e a clássica pergunta "Uma árvore que cai na floresta e ninguém ouve seu estrondo existe?". A resposta já está na pergunta. A árvore existe, mas sua detecção pela audição de algum ser vivo não permitiu ouvir-se sua queda. Igualmente, não podemos afirmar que teriam sido uma ou duas (ou mais árvores) cujo sons foi ouvido por nós como um apenas. Assim, percebemos que nossa audição pode sofrer ilusões, o mesmo com nossa visão, pois mesmo se víssemos uma árvore caindo, não poderíamos afirmar, a priori, que não seriam duas (ou mais) sendo uma escondida pela que vemos.

Disto nasce o princípio do empirismo em ciências popperianas e nestas, as naturais, em que a ciência jamais afirma aquilo que é a verdade, ou aquilo que assim ocorre, mas sempre aquilo que jamais se evidenciou de modo diferente. Portanto, as afirmações científicas não são provadas como verdadeiras, mas sempre são testadas para que se verifique se são falsas, de onde nasce o termo em português falseabilidade.

Réplica:

Tudo é possível de ser provado com total certeza se há uma fonte que conhece os dados em questão.

Tréplica:

Esta é exatamente a questão. Não se pode ter certeza completa de afirmação alguma. A questão é melhor expressa no "cisne preto" de Popper. Não se pode afirmar que todos os cisnes são brancos. Apenas se pode afirmar (e a história comprovou tal questão) que até o momento, jamais se evidenciou cisne preto, e portanto, até o momento, todos os cisnes vistos (conhecidos) são brancos.

Réplica:

Se temos que os pares XY e XX determinam se um indivíduo é do sexo masculino ou feminino, então basta ver-se qual que há em um indivíduo para se ter certeza do que ele é.

Tréplica:

Afirmação falsa à luz da Biologia e genética. A limitação da sexualidade pela genética por cromossomos X e Y é específica dos mamíferos, com óbvio destaque para o homem. Independente de variações disto entre os demais filos dos seres vivos, não se pode afirmar que seja a conformação do cromossomo que seja o determinante do que seja a sexualidade, e a [humana assim o mostra].

Finalmente, avaliemos a afirmação:

Réplica:

Ou seja, se a base que dita a coisa afirma algo, este algo é inquestionável.

Tréplica:

Exatamente porque as afirmações fundamentais do científico são passíveis de erro, e muitas vezes nascem de sensos comuns que em intimidade mostram-se, posteriormente, falsos ou extremamente limitados, as afirmações destes princípios primeiros, postulados científicos são, no máximo confiáveis e jamais podem ser afirmações absolutas, ou a verdade.

Para um entendimento melhor de tais questões, da limitação da ciência (em sentido popperiano) e exemplos, ver Ovelhas no campo, a cor dos cisnes e dos corvos [1].

Francisco Quiumento 15h48min de 1 de fevereiro de 2010 (UTC)

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